terça-feira, 15 de novembro de 2011

Halloween

Vamo lá, né? Bora recuperar o tempo perdido e desembuchar logo o que diabos ocorreu nesse meio tempo em que o blog ficou inerte. 
Só pra mudar um pouco os ares, por hora vou deixar de lado a saga do aparelho e relatar outras histórias, assim, só pra variar.
O caso do halloween foi o seguinte:
Lá onde eu trabalho (como alguns ja devem saber, sou professora de inglês), resolvemos que teríamos uma festa à fantasia, pra comemorar essa data. Tá, sejamos sinceros, pra fazer um pouco de bagunça e comer porcaria.
Organizamos os mínimos detalhes, caprichamos na decoração do local, distribuímos convites para todos os alunos. Uma semana antes da festa, nos momentos mais inapropriados, podíamos ver o ghostface vagando pelos corredores nos horários de aula, fazendo os alunos mais distraídos terem surtos psicóticos, gritarem, e praticamente cagarem nas calças. Alguns dos meus pequeninos juravam que iam pegá-lo da próxima vez que ele resolvesse aparecer, e imagine você como crianças podem ser violentas: queriam atacá-lo com tacos de sinuca, tesouras, e até mesmo bater nele com seus livros. Admito que foi meio difícil controlar os impulsos assassinos deles e dar sequência a aula durante essa semana!
Além disso, eu tinha um problema pessoal: A fantasia! Não, eu não queria gastar dinheiro alugando uma fantasia, mas também não poderia aparecer numa festa de halloween com a cara limpa, né? Eis que o youtube me salvou, com seus tutoriais gringos de maquiagens assustadoras. Admito que eu meio que me empolguei com esse negócio. Tá, eu tava mais empolgada que as crianças... enfim! Depois de listar o material necessário, saí em busca dos meus apetrechos pra zumbização. É, eu seria um zumbi.
O mais difícil de encontrar foi a tal da "halloween white face", poxa, os gringos dos vídeos do youtube tinham uma coisinha mágica pra pintar o rosto de branco e a pele continuar com uma aparencia sedosa, não de tinta guache... lol ...o problema é que aquilo era um produto específico pra halloween, encontrado em lojas especializadas nesse tipo de material. Como halloween não é o forte aqui no Brasil, tinha eu um empasse. NUNCA que eu iria achar isso pra vender aqui. Até encontrei pra comprar pela internet, mas só o preço do frete ja era mais caro que o do produto em sí. Deixei quieto e resolvi procurar uma "fórmula alternativa de branqueamento facial". Depois de muito andar, acabei descobrindo um negócio chamado "Pintando a Cara", que é meio grudento e tal, mas quebrou um galhão. Enfim, eis o resultado da minha maquiagem zumbi:

Eu disse que tinha me empolgado mais que as crianças. Só que não parou por aí. Aprendi também com o youtube, a fazer "cortes" abertos, usando cola, algodão, plástico e esmalte. E novamente eu me empolguei e me "retalhei" com esses "cortes" espalhados pelo corpo, nas pernas, braços e pescoço. "Cortes" como esse:

E estava feita a minha fantasia. Agora imagine você que naquela tarde que precedeu a festa, ainda haveria aula. E a professora que daria aulas naquela tarde não pode comparecer por motívos de saúde. Agora imagine você quem foi designado para substituí-la. Vestida de zumbi. Pois é.
Como aqueles alunos não eram meus, eu nunca tinha visto eles antes, nem eles a mim. Que primeira impressão maravilhosa, conhecer uma pessoa que está ali pra te ensinar, exatamente no dia em que ela está nesses... trajes. AHUAHUIAHA
Tá, foi no mínimo engraçado. Mas esse não foi o único fato engraçado do dia. Quando o fim da tarde se aproximou, uma colega de trabalho, também com uma maquiagem linda como a minha, informou que teria que buscar seu irmãozinho na escola, implorando por compania pra não andar sozinha na rua naquele estado.
Agora, você também consegue imaginar quem se prontificou a ir junto? Exato! Pagar mico é comigo mesmo!
Resumindo, passamos pelo ponto de ônibus lotado, e as pessoas davam passinhos pra trás pra abrir caminho. Entramos na escola a procura do garotinho, assustando centenas de criancinhas que corriam desesperadamente pelo pátio, ao longo do caminho. Ouvi comentários do tipo "Aaaaaaaaai creeeedo olha a perna dela!" - "O que tu fez na perna?" ..ao que eu respondia coisas como "cortei com uma faca", ou "com um machado cego", ou simplesmente ignorava. Quando encontramos o garoto, ele voltou conosco, escoltado por dois zumbis.
No decorrer da festa, ainda respondi várias vezes pra várias pessoas diferentes que me perguntavam como eu tinha feito aqueles cortes. Pra algumas, relatando o processo passo a passo. Pra outras, falando qualquer coisa sobre um machado cego.
Cozinhamos algo a base de farinha, água, e mais algumas porcarias... que misturadas deveriam ficar com aparencia de vômito, onde seria mergulhado uma chave que daria acesso ao tesouro de uma caça que seria realizada. Sim, eles teriam que meter a mão no "vômito" pra pegar a chave, e olha... tava bem realista. Imagine um bando de pirralhinhas afrescalhadas com nojinho. WIN!
Também fizemos outra brincadeira, onde teríamos que montar uma... mumia. Deixa eu explicar. Separamos o criaredo, os meninos das meninas. Um menino e uma menina se voluntariaram, veja bem, foi escolha deles... para ser a múmia.
Ser a múmia, consistia em ter papel higiênico enrolado por todo o corpo.
Funcionava assim: as "mumias" ficavam paradinhas de frente pra uma fila de meninos/meninas (a mumia menino, na fila de meninos... a mumia menina, na fila de meninas, duh!). Aí demos um rolo de papel higiênico (daqueles rolos industriais enoooormes) pra cada grupo. O objetivo era que o primeiro de cada fila corresse com o rolo até a mumia, desse uma volta de papel, e passasse o rolo para o próximo fazer o mesmo, correndo de volta pro fim da fila. Havia uma professora (eu) ao lado de cada mumia, pra dar assistência à mumificação, e como a pessoa legal que sou, incentivei aqueles meninos a cobrirem o rosto e até os cabelos do pobre garotinho que se candidatou à mumia. Meninos venceram as meninas... e eu tive o prazer de enrolar um mulequinho em papel higiênico. :D
Nos períodos vagos, fiquei comendo porcaria, minhocas e dentaduras de goma, coca cola, pirulitos bruxolitos que deixam a lingua azul. Fiquei também perseguindo criancinhas assustadas, até que um molequinho de uns 7 anos mais ou menos, pegou os olhos decorativos de cima da mesa de guloseimas, e começou a atirar em mim.
E foi basicamente isso! Fiquem com mais umas fotinhos da decoração:


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Olha só quem não morreu!

Sim, mais uma vez eu apareço depois de um século sem postagens pra tirar a poeira disso daqui.
Na verdade já estou a algum tempo matutando assuntos pra falar, e só não o fiz antes por pura, puuuuura preguiça!
A vida vai na mesma, o blog virou um relato do meu sofrimento com o aparelho... não curtiu se prepara que ainda vem mais pela frente...
Também essa que vos escreve ficou um ano mais velha, e comemorou enchendo o pandulão no rodízio de pizza.  O blog também ficou mais velho, completou 3 anos, agora.
Esse post é um post simples de "limpeza", sem muita lenga lenga.
Estava enumerando assuntos que tinha pra falar, e me ocorreu relatar um pouco sobre o enem, talvez... sobre uma festa de halloween com fatos muito inusitados, entre outras coisas que conforme a vontade bater eu vou escrevendo.
Então por hora é isso, quem costumava aparecer por aqui e desistiu porque nunca mais viu post novo, pode acender uma luzinha de esperança no fim do tunel que logo logo vem mais coisa, o blog ainda não morreu! Nem eu! :D

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A Saga do Aparelho - "Mordida Profunda"

Calma calma, não priemos cânico! Esse nome maléfico (e pra alguns um tanto quanto pornográfico) não é nada do que vocês estão pensando! (ou eu acho que estão pensando...)
Mas enfim, vamos continuar de onde paramos:
Logo depois da colocação das bandas, passei alguns dias agoniantes de total dependência da "cera que faz sua bochecha deslizar por cima do ferro sem que este arranque sua pele", até que com o passar dos dias acredito eu que o tal calo na bochecha acabou mesmo se formando, e a banda parou de me rasgar. Menos mal, eu acho. >.>
Até que chegou o dia da colagem dos brakts. Precisa MESMO explicar o que são os brakts? ... ok... são os quadradinhos de metal que são colados nos dentes, por onde passa um fio de "arame" que é preso no mesmo por borrachinhas coloridas. (aquela parte que tu encherga na boca da pessoa quando ela ri.)
Tudo certo. Só que não fui muito feliz na escolha da cor da borrachinha. Peguei um vermelho escuro que, segundo o meu namorado, fazia parecer que eu tava com "fejõezinhos" colados nos dentes. 
Mas esse ainda não é o foco principal do post. Lembram que eu disse que ia ter que usar um aparelho móvel antes, pra depois poder por o fixo na arcada inferior? Então... ele é chamado "corretor de mordida profunda".
Tá, mas tu não vai explicar que porra é essa afinal? - Você me pergunta.
Tecnicamente simplificando, quando fecho a boca os dentes de baixo ficam escondidos atrás dos dentes de cima. E algo que nunca na vida me incomodou, de repente se tornou um problema que precisava ser corrigido, uma vez que, da forma em que se encontra, torna-se impossível colar os brakts na arcada inferior.
Beleza, e qual a solução pra isso, senhora ortodontista?
"-Ah, é uma plaquinha pequena que tu usa no céu da boca... nem vai te incomodar, é só tirar pra comer!"
O CARALHO QUE NÃO!
Achei um videozinho perfeito (30seg) que exemplifica a ação desse pedaço de plástico no maxilar.

                

E é basicamente isso. É como tentar falar com uma tampinha de garrafa pet entre a lingua e o céu da boca. Tente passar um dia com isso. Tente DORMIR com isso. É.
Eu, falando, era a coisa mais bizarra da eternidade, o que virou motivo de chacota lá em casa. Mais ou menos assim:

Pai: "-MAS FALA DIREITO!"
Eu:  "- EU TXHÔ TXHENTÂNO MAXH NAO DA PRLA FALÁ DIRLEITO COM EXHA MERDHA NHA BOHCA, CAHRALHEO!"
Mãe/Irmão:  AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Eu: "..."

Interessante foi a dentista falando que eu podia tirar pra comer, pra dar uma namoradinha, ou quando eu precisasse fazer uma leitura em voz alta no COLÉGIO. 
Pela segunda vez naquela clínica sou confundida com uma estudante colegial. Na primeira vez a moça não acreditou que eu realmente tivesse 20 anos. "Achei que tu tinha uns 16..". Optei por acreditar que isso é um ponto positivo.
Uma coisa que consola é saber que eu posso tirar essa ...coisa... durante algumas horas no dia, pra trabalhar. É uma desculpa real que veio bem a calhar, uma vez que preciso da minha voz pra isso. Dou aulas de inglês, e a pronúncia com uma "tampa de garrafa pet" na boca não agradaria a aluno nenhum. Ou daria a eles um motivo pra rir. :)