domingo, 16 de setembro de 2012

Inquilinas inusitadas


E aí povo! Estão lembrados DESTE post?
Ele encerrou exatamente assim: 
"Ficamos em Campinas, na casa do meu sogro, por mais algumas horas. Comemos, tomamos um banho, TROCAMOS DE ROUPA, OMG! Depois de uma descansada, seguiríamos de ônibus rumo à Limeira, onde reside o meu menino. Aqui encerro este post, mas fique esperto porque nossas "aventuras" não acabam aqui! Ainda não foi dessa vez que pudemos relaxar em paz!Mas essa história será contada num próximo post... aguardem!"

E desde então vocês têm aguardado ansiosamente pela continuação da história (aham... tem sim... vamos fazer de conta que sim pra deixar a Eka feliz..) que eu fiquei devendo pra vocês!
Eis que chegou o dia em que resolvi escreve-la! (\o/ YAAAH todos comemora!)

Enfim. Partimos de Campinas em direção à Limeira no ônibus das 10 da noite. Chegamos ao nosso destino próximo da meia noite, pegamos um taxi e fomos pra casa.
O que encontramos na casa, porém, não estava nos nossos planos. NÃO MESMO!
Aqui devo abrir outro parênteses e dar algumas explicações para que você possa de fato compreender o que aconteceu.
Há cerca de um ano, alguns parentes estavam residindo com ele, na mesma casa. Havia uma pilha de mobília deles no quintal. E 4 cachorros. Até aí, tudo certo.
Eis que meu namorado viajou pro sul pra me visitar, e passou cerca de um mês na minha casa. Nesse meio tempo os parentes se mudaram e levaram toda aquela mobília que estava entulhada lá (e dois dos cães). Minha cunhada também se mudou, pra Campinas, pra morar com meu sogro (e levou os outros dois cães). A casa de lá é nova, então não tinha mobília também... e como ninguém ia ficar na casa de Limeira mesmo, eles levaram o que sobrou de mobília, com exceção do quarto do meu namorado, que ficou intocado, uma televisão em cima de uma mesinha, um sofá, fogão, geladeira, umas panelas e uma mesa redonda. E o banheiro com chuveiro e o balcão da pia que é fixo. O resto todo se foi.
Assim sendo, quando chegamos em Limeira já tínhamos ideia de que iríamos encontrar a casa toda vazia, então tudo bem. Dá pra sobreviver tendo um quarto, um banheiro e meia cozinha, pensamos. Iríamos chegar, pedir uma pizza, jantar e dormir.
Só não estávamos contando com uma coisa, que só fomos descobrir quando chegamos lá. E é aqui que realmente começo a contar nossa desaventura.

     Agora eu preciso que você use a imaginação. Imagine uma pilha de móveis desmontados na parte coberta do quintal, durante um ano, sem pegar chuva, claro, mas juntando poeira, MUITA poeira, e pelos de cachorro. Agora imagine que essa pilha de coisas foi removida. O que sobrou embaixo dela?
Pois eu lhe digo o que sobrou embaixo dela: Tufos de poeira, tufos de pelo de cachorro embolado voando ao vento, areia e muita sujeira. 
Mas antes fosse apenas isso, meu caro leitor. Sabe o que essa imundice toda reuniu em meio a ela? PULGAS! MUITAS PULGAS!
Nós ainda não tínhamos percebido a presença das pulgas, estávamos apenas indignados com o estado de imundice em que a casa foi largada, e nos dispusemos a começar a dar uma geral no grosso da sujeira. Então de repente nossas pernas começaram a coçar, e sentíamos algo nos pinicando. Foi quando olhei pras minhas canelas e enxerguei DEZENAS de pontinhos pretos subindo pelas minhas pernas. PULGAS! Gritei "HAGI OLHA AS TUAS PERNAS! PUTA QUE PARIU.. SÃO PULGAS!"
Daí vem a parte trágica, começamos a nos ESTAPEAR pra tentar tirar/matar as pulgas, mas o estrago já estava feito. Picadas por toda parte. Tentamos até a estratégia de vestir uma calça comprida por dentro das meias pras pulgas não conseguirem mais ter acesso às nossas pernas, mas não deu certo, eram tantas, e se enfiaram no meio das nossas meias de um jeito tão grotesco que não deu pra continuar. Resolvemos ir tomar um banho pra "desinfectar", e dormir.
Ahhhhhhh mas quanta ingenuidade da nossa parte, em pensar que as pulgas se limitariam a ficar no quintal. Óbvio que elas entraram na casa. Óbvio que tinha pulgas até na cama! Nas cobertas! AFFFFFFFFFFFFF
No desespero, pegamos nossas coisas e saímos pra rua. Fomos bater na porta de um amigo e pedir pra passar a noite lá. Já eram quase 2hs da manhã quando finalmente conseguimos dormir.

     Na manhã seguinte.......
Meu namorado acordou cedo. Reuniu um "batalhão" de amigos. Compraram vassouras, borrifadores, e veneno. Pegamos emprestado uma mangueira. E uma Wap. Voltamos à casa 'armados' até os dentes, e dispostos a colocar as pulgas invasoras pra fora! No começo elas tentaram resistir e nos atacar, e subir novamente pelas nossas pernas. Mas aos poucos elas começaram a morrer. MWAHAHAHAHAHAHA...
Diluímos dois tubos de veneno em baldes d'água que foram atirados contra o piso e as paredes do quintal. Borrifamos o resto da casa com pulverizadores de veneno.
Depois que as nossas inquilinas inusitadas já haviam se rendido, ainda tínhamos muita merda pra limpar. E é aí que a wap entra! E foi aí que comecei a me divertir, pois lavamos com jatos fortíssimos de água, além do quintal, todo o interior da casa, que estava vazia mesmo... 
Lavamos as paredes, o piso e até o teto do quarto maior que estava vazio, pra depois podermos fazer a "mudança" dos móveis do quarto do meu namorado pro quarto maior. Lavamos a jatos violentos de água, o banheiro, a sala... tudo, até a casa ficar mais limpa do que nunca.
E aí você se pergunta como é que eu tava me divertindo. Porra, a gente tinha exterminado as pulgas, eu tava feliz, mano! E vai dizer que cê nunca sonhou em pegar um desses lavadores de alta pressão e ter como alvo tudo que vê pela frente? É MÁÁÁÁGICO! 

Pulando uma parte da história pra não ficar tudo extenso demais e você me dar uns tapas porque tá cansado de ler...
A casa estava limpa, seca, cheirosa, sem pulgas. Nosso batalhão de apoio se fora. Mas ainda restava muito a se fazer. Muitas coisas pra comprar. Fizemos uma lista: lixeiras, tampa de privada, saco de lixo, pratos, copos, talheres, toalhas de rosto, baldes, cadeiras!..... vixe, a lista era longa, tivemos que remontar a casa!
Feita a lista, nos mandamos pro mercado. Um carrinho só não foi suficiente. A mulher do caixa perguntou se a gente ia casar, pois estávamos comprando tudo pra casa!
E aí, como fazer pra levar tudo pra casa? A nossa sorte é que eles entregavam as compras. Só que o caminhão da entrega já tinha partido, e só retornaria na segunda. Ah não... choramos pra mulher dizendo que não tinha nada em casa e precisávamos das coisas. Ela ligou pro motorista, que retornou pra pegar nossas coisas e entregou no mesmo dia. \o/
Arrumamos tudo nos seus devidos lugares. Só não tínhamos onde guardar a comida, visto que os armários da cozinha também se foram. Então tivemos que passar em uma loja de móveis usados pra resolver esse pequeno problema também.
Depois de tudo finalizado, casa linda (com exceção das cadeiras de plástico que compramos pra substituir as da cozinha que foram levadas), pudemos relaxar!

Talvez alguém que acompanhe o blog por ventura se identifique com a história, porque talvez tenha participado dela, direta ou indiretamente. 
Enfim... fica aqui o registro dessa ocorrência memorável!
Não que seja necessário, acho que jamais vamos esquecer esses dias de cão que nos fizeram aprender muitas coisas... inclusive como montar uma casa! HAHAHA

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Papo de mulherzinha...

O titulo é só pra avisar, se tu não curte girltalk, é o momento de rolar pra duas postagens abaixo e ler uma coisa mais divertida. :3
Ultimamente anda batendo umas vontades de blogar aleatoriedades que me vem a mente. E o post pra continuação da minha viagem fica pra depois.
Mas então, queria falar sobre a durabilidade das coisas, mais ou menos.
Tá, vo contar a história.
Eu detesto comprar calça jeans, porque é quase impossível encontrar uma que me sirva bem, e que seja simples, sabe, nada de "saruel", nada de lantejoulas e apliques na bunda, só o bom e velho jeans azul, em suas diversas tonalidades.
Certo dia estava garimpando uma calça jeans numa loja dessas de departamento, eis que encontrei uma que adorei, serviu como uma luva, não era cheia de frescuras, e o preço estava bacana. Não tive dúvidas, comprei duas iguais. Já que é tão raro encontrar, quando encontrei comprei uma pra usar e outra pra deixar na reserva!
E foi o que eu fiz, primeiro "gastei" bem uma delas. Coloquei a outra no fundo da gaveta e esqueci dela.
Eis que meses depois, aquela que eu usei simplesmente mudou de cor. Desbotou TANTO que virou cinza, e alargou de tal maneira que parece que eu tenho um escroto. Assim sendo são raras as vezes que me atrevo a usa-la.
Explicado o assunto, vamos a outra parte da história.
Sabe aqueles dias "mulherzinha" em que tu acorda e não tem vontade de levantar da cama, só queria dormir mais e mais... daí quando tu finalmente levanta e precisa se arrumar pra sair, se sente ainda mais gorda, baranga e com cabelo ruim?
Hoje foi uma típica manhã dessas.
Eis que encontrei no fundo da gaveta uma calça nova.... nunca usada... que tinha caído no esquecimento. Resolvi provar, e a sensação foi a mesma de quando a encontrei na loja meses antes. Linda, serviu como uma luva. Adorei. Até melhorou um pouquinho a auto-estima.
Agora o dilema é que fiquei com pena de usar ela demais e no fim das contas ela acabar desbotada e larga como a outra. LOL

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Reflexões...

Esse vai ser um post diferente. É só sobre uma reflexão que já me ocorreu diversas vezes, ja foi deixada de lado, e hoje me ocorreu novamente, e senti vontade de escrever sobre isso. Apenas escrever algumas palavras aleatóriamente conforme me vem a mente.
Então é isso que vai rolar, só uma reflexão.
Cara, eu adoro aprender coisas. Mesmo. Adoro estudar, adoro ir pra aula. É algo que faço com prazer, entender como as coisas funcionam, aprender como fazer outras coisas, acho tudo muito interessante. 
Acabei de chegar do cursinho, assisti uma aula de física, e como todos já devem saber, eu sou uma negação em exatas. Mas aprender é interessante, entender as teorias, não só de física, de tudo. Bem, enquanto tomava meu banho quente antes de dormir comecei a refletir sobre o quanto eu gosto de estudar. Me sinto útil, esperta. Por mim passaria a vida fazendo cursos e mais cursos, de tudo quanto é tipo, só pelo prazer do aprendizado, pra agregar coisas a minha mente.
Porém, eu queria muito, muito mesmo, poder aprender sem ter a obrigação de aprender, sabe?
Ir pra aula e fazer aquilo porque me agrada, me interessa, não por pressão de que eu PRECISO saber tudo aquilo pra poder responder algumas questões depois. Eu não funciono sob pressão. Quando eu PRECISO aprender algo, porque desse aprendizado vai depender algo grandioso, por exemplo uma nota decisiva, uma vaga numa universidade publica, em outra cidade, que vai virar minha vida de cabeça pra baixo, sei lá... o meu futuro, eu travo.
Até hoje na minha vida, as coisas foram acontecendo na sua devida hora. Por exemplo, os dois empregos que eu já tive... bem, eu não procurei por eles. Eles aconteceram!
E todas as vezes que eu procurei desesperadamente por um trabalho, porque me sentia na obrigação de parar de ser um peso morto e me colocar em ação, não conseguia nada e me decepcionava.
Eu nunca pensei que um dia seria professora de inglês.
Pra falar bem a verdade, nos tempos de escola eu era uma PÉSSIMA aluna de inglês, odiava a matéria, odiava o idioma, aquilo não fazia sentido nenhum pra mim.
No meu primeiro emprego, surgiram situações em que eu precisei do inglês, precisava me comunicar com uns gringos e não conseguia. E tinha que pedir ajuda pra uma pessoa que eu considerava estupida, pra falar com os gringos. Tinha que depender de um estupido pra fazer por mim algo que eu não conseguia fazer. Isso me fazia sentir mais estupida ainda. E eu não gostei nada dessa situação.
Isso ficou guardado dentro de mim.
O tempo passou, saí daquele emprego (por outras razões não relacionadas ao comentado acima).
Fiquei um booooooooom tempo desempregada, e nesse meio tempo eu fiquei meio deprimida, procurava emprego e não achava, e me sentia na obrigação de achar, como já falei.
Nos periodos em que eu me decepcionava com a busca sem resultados e desistia, e me fechava em casa, eu ficava fazendo coisas que envolviam basicamente ficar no computador. Aliás foi numa dessas que surgiu esse blog, como uma tentativa de me ocupar e rir de tudo aquilo pra não me deprimir mais ainda.
Mas nessa de "ficar no computador", eu ouvia musicas, assistia seriados, e coisas as quais depois de um tempo só encontrei disponivel pra download com legenda em inglês. Conversava em um canal de irc tambem, onde tinham uns gringos, e aquele bichinho revoltado do "não entender" e me sentir estupida por isso voltou a me atiçar.
Daí então eu pensei: Eu não odeio inglês, eu odeio é não conseguir entender o que as pessoas falam! Não entender as musicas que gosto, as coisas que assisto! Odeio depender de uma pessoa estupida pra conversar com outra pessoa, porque eu não entendo a língua dela! Se até aquele estupido entende, porque não eu? Poxa.. eu sempre fui tão inteligente, qual é a dessa fossa?
Daí eu botei na cabeça que precisava aprender inglês. procurei por um bom curso, me matriculei e comecei a me dedicar exclusivamente as aulas, já que eu tava desempregada e fazendo nada da minha vida, tinha muuuuito tempo livre. Decidi me ocupar, o que matou dois coelhos, a ociosidade e o "bichinho revoltado".
O resultado disso é que não parei de estudar inglês até hoje! 
Depois que eu já tinha um bom grau de conhecimento, me dediquei tanto àquilo que fui incentivada por uma professora minha a começar a dar aulas também. Fiz uma prova, fui chamada... comecei a dar aulas.
E hoje eu simplesmente adoro o que eu faço.
E tudo partiu de mim, naturalmente, e quando eu comecei a estudar, fiz aquilo por mim. Fiz aquilo sem obrigação, mas porque eu queria. Queria aprender. sentia necessidade de entender. E hoje se tornou minha profissão, mas foi apenas uma consequência, como eu disse, NUNCA havia passado pela minha cabeça que um dia eu ganharia dinheiro com isso.

Eu só queria que a escolha pra um curso na faculdade fosse assim, sem pressão. 
Queria estudar porque gosto, porque quero aprender, sem a obrigação de um dia, no futuro, ter que arrumar uma forma de viver disso. Sem a pressão e a obrigação de ter que ganhar dinheiro e me sustentar com o fruto da minha escolha de hoje. Não quero parar de estudar. Só quero relaxar enquanto estudo, e que as coisas acontecessem como sempre foram... naturalmente.