quinta-feira, 9 de junho de 2011

A Saga do Aparelho - O início.

Não sou a primeira, nem serei a última pessoa no mundo a usar um aparelho ortodôntico. Assim como não sou, de forma alguma, a única a reclamar disso. Mas eu não ligo, afinal, reclamar alivia minhas tensões.
Sei que muitos que vão ler isso usam, ou já usaram aparelho, mas o descrito aqui serão apenas as minhas experiências com este... artefato tão popularizado no mundo moderno.
De qualquer forma... como foi citado no post anterior:
 "Quando eu era criança, a dentista falava pra mamãe não se preocupar, que meus dentes eram tortinhos, mas com o tempo, conforme eu fosse crescendo, eles iriam se arrumar sozinhos. Ok, senhora, aqui estou eu com quase 21 anos, e eles NÃO se arrumaram sozinhos. Let's do something about it."
 E foi isso, basicamente. Um belo dia me vi insatisfeita com a disposição em que meus dentes se encontram e resolvi que queria dar um jeito nisso. Como tudo na vida deve caber no orçamento familiar, lá fui eu procurar por toda e qualquer clínica odontológica e/ou consultório dentário que conseguisse encontrar no guia telefônico. Telefonei pra TODOS que consegui encontrar, o que deve ter dado uma média de uns 50 telefonemas, mais ou menos. E depois de toda essa pesquisa, consegui aliar preço/local/qualidade em um lugar que achei mais propício. Liguei marcando uma avaliação.
Fiz a avaliação, tudo belezinha. Me explicaram quais seriam os procedimentos à seguir. Além do aparelho fixo em sí, ainda precisaria de um outro aparelho móvel, à parte (que eu esqueci o nome agora) pra corrigir um problema em específico, e me permitir por o fixo na arcada inferior, também.

Voltei à clinica alguns dias depois pra assinar um contrato, colocar os separadores, e pegar um encaminhamento pra fazer um "kit" que consiste em uma panorâmica (raio x), fotos e moldes de gesso da arcada dentária. 
Mal sabia eu que aí começaria o meu martírio.



Pra quem nunca viu nem utilizou, os separadores ortodônticos consistem em inocentes anéis de borracha verde (olha a foto aí em cima, cabeção) que são enfiados sem dó entre os seus dentes, pra, como o nome sugere, separá-los.
Imagine que você está com uma catota de caroço de pipoca, ou um pedaço de carne com meio centímetro de espessura, atolado lá atrás (nos dentes de trás, ô imaginação fértil...), e não pode tirar até completar uma semana. Cada refeição se torna uma tortura agoniante, pior que enfiar uma agulha embaixo da unha. Você passa a se alimentar basicamente de purê, sopa, iogurte, polenta, ou qualquer coisa que não exija o uso dos dentes, porque o simples fato de pressionar algo contra eles na tentativa de mastigar, mesmo que seja simplesmente arroz, ja causa uma dor tremenda. Essa fase se torna uma dieta forçada, o que por um lado é bom, mas por outro, nem tanto. Tive que aprender a conviver com isso. Ao menos por uma semana, até poder voltar à clínica pra retirá-los, e colocar as bandas.
Nesse meio tempo, consegui marcar a confecção do kit ortodôntico, e uma consulta em uma dentista conhecida da mamãe, que daria uma espiadinha nos meus dentes à procura de cáries (que não encontrou) di grátis, e me daria por escrito um aval de que estava tudo ok, pra poder seguir tratamento na clínica.

Continua...

3 comentários:

  1. Hahahaha...
    Cara, é um inferno esses tais separadores... eu deveria ter lido este post antes.
    E você ficou por uma semana, puta que pariu!
    Eu fiquei por dois dias e já foi uma agonia...

    Ah, não pude deixar de notar o "tudo belezinha", fiquei imaginando se teria algo haver com o Paulo Brito.

    Até mais.

    ResponderExcluir
  2. E eu só usei na parte de cima, na parte de baixo ainda não, porqeu tenho que corrigir um problema com o aparelho móvel antes de poder colocar os brakts embaixo também. Ou seja, em breve terei que usar separadores novamente, na arcada inferior. A tortura vem em etapas!

    (nem relacionei nada com o Paulo Brito, não :3)

    ResponderExcluir
  3. sacooo essa merda de separador to com ele coloquei hj ta duendoo huhuhu

    ResponderExcluir